UNIVERSO JUDAICO · POR ILAN NIGRI

Foguetes e túneis: duas ameaças, respostas diferentes

Escolher leitura ou parashá 58 estudos · acesso direto

58 estudos disponíveis. Escolha qualquer um da lista.

+ Estudar depois — entre para salvar este estudoMeus estudos salvos →
Novos desafios e novas pontes: 2012–2020 · AMOSTRA ABERTA

Foguetes e túneis: duas ameaças, respostas diferentes

Entre 2012 e 2014, a proteção do sul exigiu enfrentar ataques pelo ar e infiltrações pelo subsolo.

אIlan Nigri4 min de leitura · Fontes judaicas

2012–2014 · 4 min de leitura

Na fotografia de Sderot, um abrigo aparece perto de um ponto de ônibus. O registro, anterior ao período deste artigo, mostra uma adaptação da cidade ao risco dos foguetes. Esperar o transporte também precisava considerar a possibilidade de um alerta.

Nos anos seguintes, esse problema continuou. Em novembro de 2012, Israel realizou a Operação Pilar de Defesa, apresentada pelas FDI como uma ação para reduzir os ataques de foguetes lançados de Gaza contra civis israelenses.1

Abrigos em Sderot, junto à rua e a um ponto de ônibus, em fotografia de junho de 2008. A imagem antecede as campanhas de 2012 e 2014 e mostra a adaptação da infraestrutura urbana à ameaça dos foguetes.
Abrigos em Sderot, junto à rua e a um ponto de ônibus, em fotografia de junho de 2008. A imagem antecede as campanhas de 2012 e 2014 e mostra a adaptação da infraestrutura urbana à ameaça dos foguetes.Import.export · Wikimedia Commons · Domínio público · Acervo e crédito completo

O que uma operação procurava interromper?

A campanha começou em 14 de novembro e durou oito dias. Seu início incluiu a morte de Ahmed Jabari, dirigente militar do Hamas, e ataques a capacidades militares dos grupos armados. O cessar-fogo encerrou aquela rodada de combates, sem produzir um acordo político permanente.

Proteger a população envolvia tarefas diferentes: interceptar projéteis, preparar abrigos e agir contra quem organizava os disparos. O Domo de Ferro ampliava a defesa, mas não eliminava a origem da ameaça. A vida das cidades continuava dependendo de outras medidas.

Em 2014, a preocupação também vinha de baixo

Durante a escalada de 2014, foguetes e morteiros voltaram a atingir Israel. Em julho, começou a Operação Margem Protetora. A entrada das forças terrestres, autorizada em 17 de julho, recebeu como missão central localizar e neutralizar túneis de ataque que atravessavam a fronteira.2

Documento em foco · relato israelense sobre 2014

O relatório distingue a fase aérea, a operação terrestre contra túneis e a retirada das forças terrestres antes do cessar-fogo final de agosto.

Síntese do documento oficial israelense. Ele apresenta a posição do Estado sobre objetivos, acontecimentos e conduta durante a campanha.

A diferença entre foguete e túnel alterava o problema de proteção. Um sistema de interceptação aérea não resolve uma infiltração subterrânea. Identificar a ameaça com precisão era necessário para definir o tipo de resposta.

O cessar-fogo de 26 de agosto encerrou a campanha. Para os moradores, a questão seguinte era saber que condições permitiriam retomar as atividades e por quanto tempo a interrupção dos ataques se manteria.

Os civis e a avaliação das ações

Os combates também causaram mortes e grande destruição em Gaza. Moradores palestinos sofreram deslocamento e perda de casas e serviços. Reconhecer essa experiência faz parte de compreender a dimensão humana da guerra, distinguindo civis e organizações armadas.

Em 2015, Israel publicou sua avaliação factual e jurídica. Uma comissão internacional da ONU também examinou o conflito e apontou possíveis violações graves por Israel e por grupos armados palestinos, algumas potencialmente configurando crimes de guerra.3

São documentos com mandatos, fontes e conclusões próprias. A comissão não era um tribunal criminal, e seu relatório explicitava limites de acesso e de prova. Para avaliar um episódio, é preciso examinar as evidências e as respostas correspondentes.

As campanhas de 2012 e 2014 mostram a complexidade da proteção nacional. O objetivo de preservar vidas exigia conhecer ameaças diferentes, preparar a população e avaliar a execução das operações. O abrigo de Sderot conserva a escala cotidiana dessa responsabilidade: permitir que as pessoas possam viver em sua cidade.

Fontes e documentos
  1. FDI. Operation Pillar of Defense: cronologia e objetivos declarados da campanha iniciada em 14 de novembro de 2012.
  2. FDI / Estado de Israel. Operation Protective Edge: Factual and Legal Aspects. Consultada a apresentação histórica das fases de 2014 e dos objetivos declarados.
  3. Comissão independente da ONU sobre o conflito de 2014. A/HRC/29/52, 24 de junho de 2015, especialmente §§6–10, 16, 19–23 e 74. Consultados esses trechos do relatório, distinguindo suas conclusões de uma decisão criminal.
  4. Ministério das Relações Exteriores de Israel. Apresentação do relatório israelense sobre 2014, 14 de junho de 2015. Fonte da posição oficial israelense.
PAUSE. PENSE. LEVE CONSIGO.

Uma ideia que fica.

Ao terminar a leitura, registre uma ideia na aba Minha reflexão e confirme sua reflexão.

DO TEXTO PARA A VIDA

O que você quer guardar?

ESTUDAR TAMBÉM É TROCAR

O que este estudo despertou em você?

Avalie o artigo, compartilhe uma pergunta e continue a conversa com outros leitores.

Este artigo ajudou seu estudo?

Ainda sem avaliações. Seja o primeiro a avaliar.

Sua avaliação de 1 a 5 estrelas
Entre para deixar sua avaliação.

Os comentários publicados são visíveis a quem tem acesso a este artigo. Suas anotações pessoais continuam privadas.

A conversa ainda não começou. Uma boa pergunta pode abrir novos caminhos.

ÍNDICE COMPLETO

História do Estado de Israel

Escolha um artigo para continuar o percurso.

Meus destaques

Seus trechos favoritos, reunidos para voltar quando quiser.