2012–2014 · 4 min de leitura
Na fotografia de Sderot, um abrigo aparece perto de um ponto de ônibus. O registro, anterior ao período deste artigo, mostra uma adaptação da cidade ao risco dos foguetes. Esperar o transporte também precisava considerar a possibilidade de um alerta.
Nos anos seguintes, esse problema continuou. Em novembro de 2012, Israel realizou a Operação Pilar de Defesa, apresentada pelas FDI como uma ação para reduzir os ataques de foguetes lançados de Gaza contra civis israelenses.1

O que uma operação procurava interromper?
A campanha começou em 14 de novembro e durou oito dias. Seu início incluiu a morte de Ahmed Jabari, dirigente militar do Hamas, e ataques a capacidades militares dos grupos armados. O cessar-fogo encerrou aquela rodada de combates, sem produzir um acordo político permanente.
Proteger a população envolvia tarefas diferentes: interceptar projéteis, preparar abrigos e agir contra quem organizava os disparos. O Domo de Ferro ampliava a defesa, mas não eliminava a origem da ameaça. A vida das cidades continuava dependendo de outras medidas.
Em 2014, a preocupação também vinha de baixo
Durante a escalada de 2014, foguetes e morteiros voltaram a atingir Israel. Em julho, começou a Operação Margem Protetora. A entrada das forças terrestres, autorizada em 17 de julho, recebeu como missão central localizar e neutralizar túneis de ataque que atravessavam a fronteira.2
O relatório distingue a fase aérea, a operação terrestre contra túneis e a retirada das forças terrestres antes do cessar-fogo final de agosto.
Síntese do documento oficial israelense. Ele apresenta a posição do Estado sobre objetivos, acontecimentos e conduta durante a campanha.A diferença entre foguete e túnel alterava o problema de proteção. Um sistema de interceptação aérea não resolve uma infiltração subterrânea. Identificar a ameaça com precisão era necessário para definir o tipo de resposta.
O cessar-fogo de 26 de agosto encerrou a campanha. Para os moradores, a questão seguinte era saber que condições permitiriam retomar as atividades e por quanto tempo a interrupção dos ataques se manteria.
Os civis e a avaliação das ações
Os combates também causaram mortes e grande destruição em Gaza. Moradores palestinos sofreram deslocamento e perda de casas e serviços. Reconhecer essa experiência faz parte de compreender a dimensão humana da guerra, distinguindo civis e organizações armadas.
Em 2015, Israel publicou sua avaliação factual e jurídica. Uma comissão internacional da ONU também examinou o conflito e apontou possíveis violações graves por Israel e por grupos armados palestinos, algumas potencialmente configurando crimes de guerra.3
São documentos com mandatos, fontes e conclusões próprias. A comissão não era um tribunal criminal, e seu relatório explicitava limites de acesso e de prova. Para avaliar um episódio, é preciso examinar as evidências e as respostas correspondentes.
As campanhas de 2012 e 2014 mostram a complexidade da proteção nacional. O objetivo de preservar vidas exigia conhecer ameaças diferentes, preparar a população e avaliar a execução das operações. O abrigo de Sderot conserva a escala cotidiana dessa responsabilidade: permitir que as pessoas possam viver em sua cidade.
Fontes e documentos
- FDI. Operation Pillar of Defense: cronologia e objetivos declarados da campanha iniciada em 14 de novembro de 2012.
- FDI / Estado de Israel. Operation Protective Edge: Factual and Legal Aspects. Consultada a apresentação histórica das fases de 2014 e dos objetivos declarados.
- Comissão independente da ONU sobre o conflito de 2014. A/HRC/29/52, 24 de junho de 2015, especialmente §§6–10, 16, 19–23 e 74. Consultados esses trechos do relatório, distinguindo suas conclusões de uma decisão criminal.
- Ministério das Relações Exteriores de Israel. Apresentação do relatório israelense sobre 2014, 14 de junho de 2015. Fonte da posição oficial israelense.